13 de agosto de 2026
No último mês e meio, terremotos de grande magnitude atingiram Venezuela, Japão e Colômbia, deixando milhares de vítimas e importantes danos materiais. A profundidade dos tremores, as características das áreas atingidas e o nível de preparação da infraestrutura influenciaram a gravidade dos impactos em cada país.
Apesar da proximidade dos eventos, não há evidências de que a atividade sísmica esteja aumentando no mundo. O Centro Nacional de Informações sobre Terremotos dos Estados Unidos registra cerca de 20 mil terremotos por ano e, em média, 16 tremores de grande magnitude como estes. O desafio é que não existem ferramentas capazes de prever quando, onde e com qual magnitude um terremoto ocorrerá.
Venezuela — 24 de junho
A costa norte da Venezuela foi atingida, na noite de 24 de junho, por dois dos maiores terremotos a afetar o país em mais de um século. Os tremores tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, com profundidades de 20,3 e 10 quilômetros, respectivamente. Os tremores também foram sentidos em estados do Norte do Brasil. Quase mil edifícios foram danificados e 190 desabaram, além de prejuízos bilionários em infraestrutura. O balanço da tragédia ultrapassou 6,3 mil mortos e 16,7 mil feridos, enquanto estimativas apontam que o número de desaparecidos pode chegar a 50 mil. Parte das construções não foi erguida segundo normas sísmicas modernas, condição que contribuiu para os desabamentos.
Japão — 28 de julho
Um terremoto de magnitude 7,1 teve epicentro no sul do Japão, em 28 de julho, a 10 quilômetros de profundidade. Houve danos parciais em estabelecimentos, pontes e estradas. O país adota códigos de construção antissísmicos rígidos, sistemas de alerta, simulados frequentes e protocolos de resposta a emergências. O terremoto deixou 25 mortos e 50 pessoas hospitalizadas. Não há mais desaparecidos.
Colômbia — 10 de agosto
O terremoto de magnitude 7,4 atingiu cidades da região oeste na Colômbia, em 10 de agosto, a 110 quilômetros de profundidade. Cerca de 80 edifícios foram danificados ou destruídos. O país possui um código de construção antiterremoto, mas as autoridades investigam se as normas foram cumpridas diante dos danos registrados. Até o momento, foram contabilizados 233 mortos, mais de 570 feridos e mais de 3 mil desaparecidos.
Por IREE
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