20 de janeiro de 2025
Por Samantha Maia e Juliana Pithon
Hoje, 20 de janeiro, acontece a cerimônia de posse de Donald Trump como o 47º presidente dos Estados Unidos, e o início do seu segundo mandato não consecutivo. Trump volta à Casa Branca com promessas de mudanças radicais, incluindo medidas rígidas sobre imigração, maior protecionismo e maior alinhamento com bilionários e big techs.
Trump foi eleito com a promessa de intensificar a fiscalização da imigração e deportar um número recorde de imigrantes sem documentos, com ações como:
– Declarar a imigração ilegal uma emergência nacional
– Dar mais liberdade para prender pessoas sem antecedentes criminais
– Enviar mais tropas para a fronteira com o México e reiniciar a construção do muro
– Encerrar programas que permitem que imigrantes entrem legalmente por motivos humanitários
Política Externa, Defesa e Economia
O novo governo dos EUA sinaliza mudanças substanciais na política externa, principalmente no relacionamento com a China, apontada como a maior ameaça ao país, e promete dar uma guinada protecionista na economia. Em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia, Trump defende uma saída negociada e quer que a Europa gaste mais com a Otan. O presidente também reivindica para si o avanço no acordo de cessar-fogo entre Israel e Palestina, anunciado no dia 15 de janeiro.
A agenda econômica inclui cortes de impostos e aumento de tarifas sobre produtos importados, especialmente da China, sob o argumento de incentivar a produção nacional. Analistas alertam que essas medidas podem elevar a dívida pública americana em trilhões de dólares nos próximos anos, além de aumentar a inflação e os juros.
Meio Ambiente, Direitos Humanos e Redes Sociais
A reeleição de Trump reacende preocupações sobre retrocessos ambientais, incluindo a possível saída dos EUA do Acordo de Paris e a flexibilização de regulamentações ambientais. Seu governo pretende favorecer indústrias de petróleo e gás, adiando a transição energética global, e reduzir incentivos para veículos elétricos.
Segundo a organização internacional Human Rights Watch, a reeleição de Trump representa uma ameaça global aos direitos humanos. A entidade cita a política migratória, as restrições ao aborto e o enfraquecimento de instituições democráticas como pontos sensíveis. A HRW também alerta que a política externa do novo governo pode fortalecer regimes repressivos e reduzir o financiamento para ajuda humanitária.
A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou que se aliará ao governo de Trump para pressionar países que buscam regular o ambiente digital, alegando combater a censura nas plataformas. Essas movimentações indicam uma colaboração crescente entre Trump e líderes das big techs, com potencial para influenciar políticas de regulamentação das redes sociais nos Estados Unidos e internacionalmente.
A administração de Donald Trump terá ao menos 12 bilionários, cujas fortunas somam US$ 474 bilhões. Elon Musk e Vivek Ramaswamy liderarão um Departamento de Eficiência Governamental para reduzir burocracia e eliminar regulamentações. Linda McMahon, ex-executiva da WWE, será responsável por políticas educacionais.
Impactos para o Brasil
A expectativa é de um contato mais protocolar entre Trump e o presidente Lula, com o objetivo de preservar o relacionamento bilateral entre os países. Na economia, as medidas protecionistas de Trump podem prejudicar as exportações brasileiras, e a perspectiva de dólar mais forte também é negativa para o Brasil.
Por Samantha Maia
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