14 de junho de 2024
A segurança das mulheres e das crianças, o cárcere como controle social, o impacto da religião na vida social, a violência no campo e a importância de se ouvir as periferias foram alguns dos temas debatidos no Seminário Internacional sobre Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia, realizado no IDP em Brasília.
Confira alguns destaques!
“As estatísticas, os números que nós costumamos usar para analisar a sociedade são pavorosos no que concerne às mulheres e à população, mulheres cis, mulheres trans, mulheres negras, mulheres de todas as classes sociais, as mulheres que são vítimas de feminicídio sempre são muitas, são milhares. Nessa sociedade patriarcal, racista, e capitalista, a segurança será para quem?” – Márcia Tiburi | Segurança Pública e a mulher
“Para trazer o fator racial, por que a gente acaba acionando esses modelos punitivos, e pensar o cárcere como uma ferramenta de controle de determinadas populações e para a manutenção de desigualdades sociorraciais, de determinados privilégios e de um estado de pobreza, de falta de educação de qualidade, de emprego digno e de recursos materiais adequados.” – Juliana Borges | Encarceramento em massa e política nacional de drogas
“Como é que o fervor religioso, a paixão motivada pelo sagrado, como é que ela se intensifica a medida que as sociedade se encontram diante da possibilidade de desagregação ou de desaparecimento da sua própria experiência? É nesse balanço diante da morte que se especula a transcendência como uma espécie de saída dessa contingência absoluta.” – Fellipe dos Anjos | Religião e Segurança Pública
“A terceira frente de violência é a violência produzida ainda pelo Estado brasileiro na figura do Congresso Nacional. Nos dias de hoje, o Congresso Nacional produz uma violência sistemática em normas e leis, bem como em CPIs, como o projeto de lei aprovado na Câmara que tem como objetivo somente a criminalização da luta pela terra e da organização.”
– João Paulo Rodrigues | Reforma Agrária, Movimento social e paz no campo
“A vida está acontecendo agora, e a morte também. É preciso disputar essa política de segurança pública que a gente tem, com todas as suas contradições, assim como a gente disputa a política de educação, de saúde, de assistência social, que no sistema capitalista sempre estão em disputa. E um caminho que eu acho que é possível é ouvir os moradores de favela, é ouvir as pessoas que passam pelos processos de violência.” – Camila Barros | Favela, urbanismo e segurança pública
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