21 de março de 2025
Por Samantha Maia e Juliana Pithon
Na quarta, 19 de março de 2025, o Banco Central elevou a taxa Selic de 13,25% para 14,25% ao ano e indicou um aumento de menor magnitude para a próxima reunião em maio. Esta foi a quinta elevação consecutiva, que fez os juros do Brasil atingir o maior nível desde 2016. A decisão veio de acordo com o plano definido pelo Copom em dezembro.
A alta do preço dos alimentos e da energia, as incertezas em torno da economia global, a persistência da inflação de serviços e os impactos da política fiscal influenciaram a decisão do Copom.
Na mesma data, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) decidiu manter a taxa de juros americana na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano. A projeção para o PIB dos EUA para 2025 caiu de 2,1% para 1,7%, enquanto para a inflação subiu de 2,5% para 2,7%. O Fed prevê dois cortes nos juros este ano, mas reforçou que “não há pressa” para ajustes na política monetária.
A instituição americana justificou a manutenção dos juros citando a “incerteza maior do que o normal” impulsionada por políticas comerciais e fiscais dos EUA combinada com o crescimento econômico mais fraco do país, o aumento da taxa de desemprego e a inflação acima da projeção para 2025.
Como resultado da manutenção dos juros nos EUA pelo Fed e da redução das taxas de longo prazo dos títulos do Tesouro americano, o dólar caiu 0,43% no dia e fechou a R$ 5,64, no menor valor desde 14 de outubro.
Orçamento aprovado
Depois de 7 meses desde o envio pelo governo ao Congresso, o Orçamento da União para 2025 foi aprovado pelos parlamentares. O atraso ocorreu pelas disputas em torno das regras de transparência das emendas.
Entre os principais pontos aprovados estão a meta fiscal de déficit zero nas contas públicas, um superávit de R$ 15 bilhões — valor superior aos R$ 3,7 bilhões previstos inicialmente pelo governo — e uma reserva de R$ 50 bilhões para emendas parlamentares, sendo R$ 39 bilhões destinados a emendas impositivas.
Previsão para áreas e programas:
– Educação: R$ 167 bilhões (acima dos R$ 117 bilhões projetados pelo governo)
– Saúde: R$ 232 bilhões (acima dos R$ 228 bilhões projetados pelo governo)
– Bolsa Família: redução de R$ 9 bilhões, totalizando R$ 160 bilhões
– Novo PAC: aumento de R$ 13,1 bilhões, totalizando R$ 60 bilhões
– Vale-Gás: R$ 3,6 bilhões
– Farmácia Popular: R$ 4,2 bilhões
– Pé-de-Meia: R$ 1 bilhão. Governo se comprometeu a enviar novo projeto para financiar gasto que pode chegar a R$ 15,5 bilhões
Por Samantha Maia
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