21 de outubro de 2026
Cerca de 75% da população brasileira depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para obter atendimento médico. Pesquisas indicam que a importância do sistema não está em questão para a maior parte da população. O desafio que mobiliza os eleitores está na capacidade de oferecer atendimento especializado com menor tempo de espera.
A Constituição estabelece aplicações mínimas em saúde, mas as regras de financiamento mudaram ao longo do tempo e são parte permanente do debate público. Ao avaliar as propostas dos candidatos, vale observar não apenas quais serviços prometem ampliar, mas também como pretendem financiar essa expansão e quais regras de investimento público defendem.
Confira a seguir como os candidatos à Presidência propõem enfrentar esse problema.
Lula propõe fortalecer o SUS
O presidente Lula da Silva propõe dar continuidade a programas existentes e ampliar a estrutura pública de atendimento. Para reduzir as filas, defende expandir o Mais Médicos, ampliar os mutirões e o atendimento em horários estendidos, além de fortalecer o Agora Tem Especialistas, que oferece consultas, exames e cirurgias. O plano prevê ainda ampliar a rede de tratamento de câncer e manter o Farmácia Popular, com medicamentos gratuitos.
Flávio propõe um “padrão Einstein” no SUS
Flávio propõe aproximar o SUS da rede privada, contratando hospitais, clínicas e outros prestadores para ampliar a oferta de consultas, exames e procedimentos. A ideia é aproveitar a capacidade ociosa desses serviços e rever os valores pagos pelo SUS para cobrir os custos dos atendimentos. A proposta reacende o debate sobre a privatização da saúde pública e o risco de ampliar a dependência do SUS em relação à rede privada.
Por IREE
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