18 de outubro de 2024
Por Juliana Pithon e Samantha Maia
Estamos no meio da Década da Restauração de Ecossistemas (2021 a 2030), declarada pelas Nações Unidas como um chamado para a proteção e recuperação de milhões de hectares de ecossistemas ao redor do mundo. Calcula-se que a restauração de somente 15% dos ecossistemas do planeta pode evitar 60% das extinções de espécies e sequestrar quase metade das emissões de gases do efeito estufa desde a revolução industrial.
A restauração florestal consiste em ações para permitir a recuperação de um ecossistema degradado e restabelecer as funções ecológicas da floresta, a produtividade da terra e a biodiversidade. Maior compromisso de restauração florestal do mundo, lançado em 2011, o Desafio de Bonn reúne 70 compromissos de mais de 60 países para restaurar 350 milhões de hectares de florestas degradadas em todo o mundo até 2030.
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O Brasil é um dos principais atores no cenário global da restauração de florestas, com objetivo de restaurar 12 milhões de hectares, mas apenas 1% da meta foi atingida, segundo o Observatório da Restauração e do Reflorestamento.
Anunciada na COP28 em Dubai, a iniciativa brasileira “Arco de Restauração” visa restaurar 60 mil km² na floresta amazônica até 2030 a partir da criação de um cinturão de proteção. O projeto foi idealizado pelo cientista Carlos Nobre, a fim de evitar que a floresta alcance o ponto de não retorno.
Entre 2000 e 2020, o planeta perdeu mais cobertura vegetal do que ganhou, o que resultou em um saldo negativo de mais de 100 milhões de hectares. Entre 2019 e 2022, o Brasil perdeu 9,6 milhões de hectares de vegetação nativa devido ao desmatamento e à degradação. Restaurar as florestas é urgente para a recuperação da biodiversidade e a captura de CO2 da atmosfera, combater a crise climática global e melhorar a segurança alimentar e o fornecimento de água no planeta.
Por Samantha Maia
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