16 de outubro de 2026
No primeiro turno das eleições gerais de 2026, mais de 33 milhões de pessoas deixaram de votar. O número representa 21,08% do eleitorado brasileiro, o maior índice desde 1998. O resultado reforça uma tendência observada nas últimas eleições: em 2022, a abstenção no primeiro turno foi de 20,95%.
A abstenção foi maior na região Sudeste, onde chegou a 22,7% do eleitorado. Em seguida, aparecem o Centro-Oeste, com 21,7%; o Sul, com 20,5%; o Norte, com 19,5%; e o Nordeste, com 18,4%. Entre os estados, os maiores índices foram registrados em Mato Grosso do Sul (23,87%), no Rio de Janeiro (23,32%) e em Minas Gerais (22,79%).
Os dados também revelam diferenças de acordo com a renda e a faixa etária. Entre os eleitores de menor renda, a abstenção foi de 21,3%, ante 20,3% entre aqueles de maior renda. Já entre as pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, o índice chegou a 50%. Entre os jovens de 16 e 17 anos, que também não são obrigados a votar, a abstenção foi de 20%.
Mas o que explica a ausência dos eleitores? Segundo pesquisa Datafolha divulgada em 9 de outubro, 19% dos entrevistados citaram viagem ou ausência da cidade onde votam como motivo para não comparecer às urnas. Problemas de saúde foram mencionados por 18%, enquanto 13% apontaram desinteresse pelas eleições ou pelos candidatos. Outros motivos citados foram trabalho (9%), falta de documentos (7%), distância do local de votação (6%), outros compromissos (5%), idade (4%) e filas ou local de votação cheio (4%). Outros 17% mencionaram razões diversas, e 3% não souberam responder.
Quem não compareceu no primeiro turno ainda pode votar no segundo, desde que esteja com a situação eleitoral regular.
Por IREE
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