26 de dezembro de 2024
Por Samantha Maia e Juliana Pithon
Depois de um 2024 marcado pelas eleições municipais no Brasil, 2025 começa com mudanças nas presidências da Câmara e do Senado, uma possível reforma ministerial e intensificação das articulações para as disputas de 2026.
As eleições para presidente da Câmara dos Deputados e do Senado ocorrerão em fevereiro, para mandatos de dois anos. Também serão definidos outros dez cargos nas Mesas Diretoras, órgãos responsáveis pela direção dos trabalhos legislativos e a gestão administrativa das Casas.
Para a sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara, o Deputado Hugo Motta (Republicanos) já recebeu o apoio de 17 partidos (PP, Republicanos, PL, PT, PCdoB, PV, PRD, Rede, Solidariedade, Cidadania, PSDB, PSB, PDT, MDB, Podemos, União e PSD) e soma votos suficientes para ser eleito.
Para suceder Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o Senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) também já conta com os votos necessário para se eleger, com o apoio das bancadas do PP, do PSB, do PDT, do União, do PT, do PL, do PSD e do Republicanos.
Notícias de uma possível reforma ministerial indicam que o governo federal deve dar mais espaço para partidos do centrão, incluindo o convite para que Lira e Pacheco integrem o time de ministros.
De olho em 2026
Com o foco voltado para as eleições presidenciais de 2026, partidos e lideranças políticas já intensificam suas articulações para a construção de alianças e definição de estratégias eleitorais. O Presidente Lula orientou o PT a priorizar candidaturas competitivas ao Senado e reduzir disputas estaduais para fortalecer a governabilidade e conter um possível avanço bolsonarista. A oposição ainda não tem um cenário definido para a disputa presidencial.
Uma pesquisa da Genial/Quaest realizada em dezembro indica que o Presidente Lula é o favorito para a eleição de 2026, vencendo num segundo turno os nomes apontados como possíveis candidatos da oposição, incluindo o do ex-Presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível.
O cenário político de 2025 também deve ser marcado pela conclusão do julgamento dos envolvidos na trama golpista para reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. A expectativa é que a PGR apresente denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro neste começo do ano e o STF julgue ainda no primeiro semestre, para evitar o calendário eleitoral de 2026.
Por Samantha Maia
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