4 de fevereiro de 2025
O Reconversa recebeu, pela segunda vez, o Economista e Professor da FGV Paulo Gala para falar sobre crescimento econômico no Brasil, valorização do real, impacto da política dos EUA e projeções para 2025.
Paulo Gala analisou o impacto de fatores externos, como a política americana, na economia brasileira, com destaque para o impulso de transferências sociais e crédito. Apesar do crescimento atual, Gala projetou uma desaceleração em 2025, com possível leve alta no desemprego e estabilidade financeira.
“Eu acho que a gente vai chegar desacelerando em 2025. Vamos crescer 1,5, talvez. É um crescimento magro, vai dar uma sensação ruim, porque a gente está crescendo durante quatro anos acima de três. Talvez o desemprego suba um pouquinho, mas não um desemprego que volte para dez.”
O Reconversa é apresentado pelo jornalista Reinaldo Azevedo e pelo Presidente do IREE, Walfrido Warde. As entrevistas vão ar toda terça-feira, ao meio-dia, no YouTube. O vídeo completo pode ser visto aqui. Confira a seguir os destaques do episódio!
Crescimento econômico em alta, credibilidade em baixa
O economista destacou o forte crescimento econômico do Brasil em 2024, com expansão do mercado interno, aumento de investimentos produtivos e desemprego em baixa histórica. No entanto, alertou para a preocupação com a alta dos juros futuros, que reflete a falta de credibilidade financeira do governo e pressiona o déficit nominal.
“O Brasil completou quatro anos crescendo acima de 3% ao ano, algo notável. Fazia muito tempo que não víamos uma sequência de crescimentos tão importantes, com o desemprego no nível mais baixo da história. Isso mostra, de forma inequívoca, que estamos no melhor momento da década em termos de indicadores econômicos.”
Investimentos no Brasil e o impacto da política dos EUA
Questionado sobre a atratividade do Brasil para investimentos estrangeiros, Paulo Gala destacou a valorização do real e o aumento do fluxo de capitais em janeiro, resultado do baixo custo dos ativos após um período de estresse financeiro.
“O Brasil ficou barato demais. Depois desse stress financeiro, ou quase pânico financeiro, o Brasil ficou de graça a partir da virada do ano passado para esse. O fluxo de dinheiro está muito grande, inclusive para a bolsa.”
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