Os primeiros movimentos da economia brasileira em 2026 – IREE

Análises e Editorial

Os primeiros movimentos da economia brasileira em 2026

29 de janeiro de 2026

Pela quinta reunião seguida, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, manteve a Selic em 15% ao ano. Os juros estão neste patamar desde junho de 2025 como medida para conduzir a inflação para dentro da meta. Caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico, o Comitê indicou que uma redução dos juros deve vir na próxima reunião, em março.

Em sua comunicado, o Copom avalia que o cenário econômico combina um ambiente externo ainda incerto, marcado pela política econômica dos Estados Unidos e por tensões geopolíticas, o que exige cautela dos países emergentes. No plano doméstico, o Comitê observa desaceleração gradual da atividade econômica, com mercado de trabalho resiliente e inflação em processo de desaceleração, embora ainda acima da meta.

 

 

A inflação no Brasil segue com perspectiva favorável para o ano, embora haja pressão nos preços de serviços intensivos em trabalho. O IPCA-15 ficou em 0,20% em janeiro, desacelerando 0,05 p.p. em relação a dezembro. Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) puxaram a queda, enquanto a alta veio mais forte nos grupos de Saúde e cuidados pessoais (+0,81%) e de Alimentação e bebidas (0,31%).

Como resultado da política monetária restritiva, o crescimento da economia brasileira deve desacelerar em 2026. As projeções internacionais refletem esse cenário: O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu em janeiro a projeção de crescimento do PIB do Brasil em 2026 para 1,6%, e o Banco Mundial para 2%, em um movimento que contrasta com as previsões para a economia global. A estimativa do mercado, indicada no Boletim Focus, está em 1,8%, enquanto o Ministério da Fazenda projeta alta de 2,4% para o PIB em 2026.

A bolsa brasileira tem apresentado um desempenho forte neste começo de ano e alcançado recordes, movimento favorecido pela entrada de recursos estrangeiros. O dólar segue mais estável e em nível mais baixo, em torno de R$ 5,20, influenciado pela maior entrada de dólares no país e pela menor força da moeda americana no cenário global.



Por Samantha Maia

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