Os debates na TV na era das redes sociais – IREE

Análises e Editorial

Os debates na TV na era das redes sociais

21 de outubro de 2026

Os debates eleitorais na televisão ocupam um papel importante na disputa política. Ao colocar os candidatos diante das mesmas perguntas e dos mesmos adversários, esses encontros permitem comparar propostas, observar a capacidade de argumentação e avaliar como cada um responde a críticas e posições divergentes.

A história dos debates presidenciais na televisão começou nos Estados Unidos. Em 26 de setembro de 1960, John F. Kennedy e Richard Nixon protagonizaram o primeiro debate televisivo entre os principais candidatos à Presidência do país, em um momento em que a televisão ganhava espaço como meio de comunicação política.

No Brasil, o primeiro debate presidencial televisionado ocorreu quase três décadas depois, em 17 de julho de 1989, na TV Bandeirantes, durante a primeira eleição direta para presidente após a ditadura militar. Dos 22 candidatos que disputavam o pleito, nove participaram do encontro, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva, Leonel Brizola, Mário Covas e Paulo Maluf.

Com a expansão das redes sociais, a repercussão desses encontros passou a ir além da transmissão ao vivo e da imprensa. Trechos de respostas, ataques e reações são recortados e compartilhados em vídeos e publicações, transformando um programa de algumas horas em conteúdo que continua circulando nos dias seguintes. Assim, os debates também se tornam matéria-prima para a comunicação política nas plataformas digitais.

A repercussão do debate da Band realizado no dia 18 de outubro nas redes sociais ilustra esse movimento. Segundo o radar da Ativaweb Datalab, que monitorou a circulação digital dos conteúdos após o encontro, Lula concentrou 60,5% da vantagem digital, contra 39,5% de Flávio Bolsonaro. Lula teve maior participação nas visualizações dos vídeos, com 74,8%, nas curtidas, com 62,8%, no chat ao vivo, com 60%, e nos novos seguidores, com 56,3%. Flávio, por sua vez, superou Lula no número de comentários, com 51,6%.

Durante a madrugada, Lula ganhou 125 mil seguidores, enquanto Flávio registrou 97 mil. Os números mostram como a repercussão de um debate pode ser acompanhada por diferentes indicadores nas redes sociais. Esses dados, porém, medem a circulação e o engajamento digital, não necessariamente a avaliação dos eleitores sobre o desempenho dos candidatos.



Por IREE

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