31 de outubro de 2024
Por Samantha Maia e Juliana Pithon
A democrata Kamala Harris e o republicano Donald Trump enfrentam uma disputa acirrada pela Casa Branca. A eleição será no dia 5 de novembro, e as pesquisas apontam um cenário indefinido.
Levantamento Ipsos/Reuters aponta vantagem mínima para Kamala, com 44% contra 43% de Trump. Na pesquisa do The New York Times/Siena College, ambos aparecem empatados com 48%. Já o estudo da Activote indica Kamala ligeiramente à frente, com 50,1% contra 49,9%. Em contrapartida, o Atlas/Intel traz Trump em vantagem, com 49,8% contra 48,1% de Kamala.
Por não possuírem um padrão fixo de votos – alternam entre democratas e republicanos – os Estados-pêndulo são decisivos para a vitória presidencial. São eles: Arizona, Nevada, Michigan, Wisconsin, Geórgia, Carolina do Norte e Pensilvânia.
Kamala e Trump têm focado as campanhas nesses locais. Segundo pesquisa da CNN/SSRS, em Michigan, Kamala detém uma liderança sobre Trump por 48% a 43%, e na Pensilvânia, ambos estão empatados com 48%.
Dentre os temas que influenciam o voto dos eleitores americanos, destacam-se o combate à inflação – principalmente o aumento de custos de alimentos e moradia -, a defesa da democracia e o controle da imigração ilegal. O direito ao aborto também se tornou um tema central depois que a Suprema Corte dos EUA anulou a proteção constitucional em 2022.
Confira as principais propostas dos candidatos:
Em impostos e comércio externo, Kamala defende corte de impostos para a classe média, aumento de tributos para os mais ricos, subsídios à indústria americana e tarifas contra práticas desleais da China. Trump propõe cortes no imposto de renda, redução da taxa de imposto corporativo e uma taxação de 60% sobre importações chinesas.
Para combater a inflação e o alto custo de vida, Kamala planeja programa de moradias que inclui auxílio à compra da primeira casa, oferta de crédito, incentivo fiscal para construção e retirada de benefícios fiscais para quem investe para alugar. Também propõe proibir preços abusivos no setor de alimentos. Trump defende maior influência política do presidente sobre o Fed, corte nos preços da energia em pelo menos metade e acabar com impostos sobre benefícios da Previdência Social.
No controle da imigração ilegal, Kamala pretende endurecer o controle na fronteira com restrições mais rígidas à concessão de asilo e resgatar um projeto de lei bipartidário para segurança nas fronteiras. Trump planeja construir um muro na fronteira EUA-México, deportar 1 milhão de imigrantes indocumentados e reimplementar o Título 42 para expulsão rápida.
Em gastos militares e política energética, Kamala defende a continuidade do apoio à Ucrânia e Israel, e apoia a solução de dois Estados na Guerra em Gaza. É a favor da exploração de energias renováveis, mas também da continuidade dos investimentos em combustíveis fósseis. Trump é crítico ao envio de dinheiro à Ucrânia, defende fortalecer laços com Israel, e é a favor de acabar com subsídios à energia eólica e carros elétricos, além de aumentar a exploração de petróleo.
Por Samantha Maia
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