20 de agosto de 2025
Por Samantha Maia e Gabriela Farias
As reuniões recentes em solo norte-americano para tratar da guerra na Ucrânia evidenciaram a dificuldade de avanços concretos, apesar de acenos à paz e declarações otimistas. O conflito, que já se prolonga por mais de 3 anos e meio, segue sem perspectiva de resolução, em meio a tensões territoriais e profundas divergências entre os lados.
O encontro entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Vladimir Putin, da Rússia, em 15 de agosto, terminou sem acordo. Após a reunião, os líderes falaram em progresso e pontos de convergência, mas não deram informações concretas dos termos negociados. No dia 18 de agosto, foi a vez de Donald Trump, Volodymyr Zelensky e líderes europeus (França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Finlândia, União Europeia e Otan) se reunirem em Washington para tratar do futuro da guerra. Segundo Trump, os líderes discutiram as “garantias de segurança para a Ucrânia, que seriam fornecidas por países europeus, em coordenação com os Estados Unidos”.
Zelensky e os demais líderes europeus pressionam por um cessar-fogo imediato como condição ideal para as negociações de paz. Mas Trump defende avançar diretamente para um acordo, se aliando à posição de Putin de que não é necessária uma trégua para encerrar a guerra.
Os impasses para o fim da guerra são significativos. Putin exige o controle de regiões ocupadas, a proibição da Ucrânia integrar a Otan e a limitação do tamanho do exército ucraniano. Zelensky, por sua vez, rejeita a cessão de territórios, incluindo a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
A possibilidade da Ucrânia não se integrar à OTAN está em negociação, desde que seja acompanhada de garantias de segurança para o país e para a Europa contra possíveis ofensivas russas. Apesar de Trump ter se mostrado aberto a apoiar essas garantias, os líderes europeus ainda aguardam detalhes sobre a participação dos Estados Unidos nessa proposta. Já Putin teria aprovado garantias de segurança “robustas” como parte de um eventual acordo de paz.
Os encontros abriram caminho para uma possível cúpula envolvendo Putin, Zelensky e Trump, que estaria sendo organizada pelo presidente dos Estados Unidos. Se confirmada, será a primeira vez que os líderes se reunirão pessoalmente durante a guerra na Ucrânia.
Por Samantha Maia
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