7 de julho de 2026
Centros meteorológicos de todo o mundo projetam um El Niño de forte intensidade para o segundo semestre de 2026. A preocupação agora é com a dimensão dos impactos que o fenômeno poderá provocar.
No último período de El Niño, em 2024, o Brasil enfrentou estiagem intensa no Norte, que deixou rios na Amazônia secos, enchentes do Rio Grande do Sul, grandes incêndios sobre os principais biomas do país, além da redução dos índices de importantes represas.
A recorrência dos eventos extremos em todo o mundo mostra que os impactos do aquecimento global já não são vistos como eventos isolados, mas como mudanças climáticas que vieram para ficar.
Na Europa, as recentes ondas de calor elevaram o número de internações por hipertermia e de mortes associadas às altas temperaturas. No Brasil, chuvas extremas têm castigado cidades, como na Zona da Mata de Minas Gerais neste ano, com destaque para os desastres das enchentes em Juiz de Fora e Ubá.
Especialistas alertam que, com o avanço do aquecimento global, eventos climáticos extremos devem se tornar cada vez mais frequentes. Ondas de calor, queimadas, secas prolongadas, chuvas intensas, vendavais e ressacas tendem a fazer parte da rotina da população, aumentando a pressão sobre os sistemas de saúde, provocando perdas na agricultura, danificando a infraestrutura, interrompendo o abastecimento de água e energia e gerando prejuízos econômicos.
Reduzir as emissões de gases de efeito estufa continua sendo essencial para conter o avanço do aquecimento global. Ao mesmo tempo, é necessário adaptar cidades e comunidades aos impactos que já estão em curso, com políticas públicas que retirem famílias de áreas de risco, ampliem a arborização urbana, fortaleçam os sistemas de saúde e preparem a infraestrutura para enfrentar eventos climáticos extremos.
Por IREE
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