Misoginia não é opinião. – IREE

Análises e Editorial

Misoginia não é opinião.

27 de fevereiro de 2026

Apesar de todos os esforços, a realidade segue muito difícil às mulheres brasileiras. Todos os dias, vemos mais notícias de crimes de intolerância contra mulheres, cometidos por homens de sua convivência: maridos, ex-companheiros, namorados, pessoas em quem algum dia confiaram. Por isso, chamamos a uma reflexão urgente: misoginia não é opinião. É do discurso de desvalorização do feminino que nasce a violência.

O que é misoginia

A misoginia é a desvalorização sistemática do feminino. Ela se manifesta por meio de ações como: controle coercitivo; violência psicológica e física; deslegitimação da autonomia; silenciamento político; violência digital.

Ela não começa no homicídio. Começa na normalização do controle.

Os dados indicam que a violência de gênero é predominantemente íntima e estrutural. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública,  a maioria dos feminicídios ocorre dentro de casa; o principal autor é parceiro ou ex-parceiro; a arma de fogo é instrumento recorrente.

Segundo a ONU Mulheres, a maior parte dos homicídios de mulheres no mundo é cometida por parceiros ou familiares, e a casa é o local mais perigoso para milhões de mulheres. Além disso, a misoginia é fenômeno global, com impactos diretos sobre desenvolvimento econômico, saúde pública e estabilidade democrática.

 

Impactos da misoginia 

Não se trata de tema privado, trata-se de problema de Estado. A violência baseada em gênero compromete:

• sistemas de saúde
• políticas de segurança pública
• produtividade econômica
• participação política feminina
• confiança institucional

Enfrentamento

Políticas fragmentadas produzem respostas frágeis. A abordagem precisa ser sistêmica. Evidências apontam como medidas eficazes:

• fortalecimento das redes de proteção
• monitoramento de agressores
• integração entre Judiciário, segurança e assistência social
• controle responsável de armas
• educação para igualdade de gênero



Por IREE

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