9 de maio de 2025
Por Samantha Maia e Juliana Pithon
No dia 7 de maio, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Esta é a sexta alta consecutiva e leva a taxa ao maior nível desde agosto de 2006. A decisão foi unânime e já era esperada pelo mercado financeiro.
O Copom citou a alta do preço dos alimentos e da energia, além das incertezas sobre a economia global como razões para manter a política monetária. O comitê alertou que o cenário de incerteza exige “cautela adicional” e flexibilidade nas próximas decisões. A projeção de inflação do BC para 2025 está em 4,8%, ainda acima do teto da meta.
Na mesma data, o Federal Reserve manteve a taxa de juros na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano, pela terceira vez consecutiva. O dólar fechou em queda, cotado a R$ 5,66, após a manutenção.
O Comitê norte-americano citou o aumento das incertezas econômicas diante da política tarifária de Trump para a manutenção da taxa de juros, mas reforçou que a economia segue saudável e o mercado de trabalho estável. O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que pressões políticas “não afetam” a atuação da instituição.
Desemprego no Brasil
Segundo o IBGE, a taxa de desocupação foi de 7% no 1º trimestre de 2025, a menor para o período desde o início da série histórica (2012). Em relação ao primeiro trimestre de 2024, a queda no número de desocupados é de 10,5%. O percentual de desemprego ficou, no entanto, acima do trimestre anterior (6,2%) por conta da alta de 13,1% na busca por emprego, somando 7,7 milhões de pessoas (891 mil a mais).
As reduções mais significativas no número de ocupados no 1º trimestre em relação ao fim de 2024 foram nos seguintes setores:
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Construção: -397 mil pessoas
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Administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde e serviços sociais: -297 mil
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Serviços domésticos: -241 mil
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Alojamento e alimentação: -190 mil
O número de trabalhadores com carteira assinada se manteve estável em 39,4 milhões, um recorde, mesmo com a queda geral na ocupação. A taxa de informalidade ficou em 38%, a menor desde o 3º trimestre de 2020 (também 38%). A menor da série foi 36,5% no 2º trimestre de 2020.
O rendimento médio mensal real subiu para R$ 3.410, superando o recorde anterior de R$ 3.401 (fevereiro/2025). A massa de rendimentos ficou em R$ 345 bilhões, próxima do pico de R$ 345,2 bilhões (último trimestre de 2024).
Por Samantha Maia
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