“É fundamental que o Congresso Nacional assuma a responsabilidade de se aprofundar no tema defesa, se comprometendo com a sociedade para a inclusão definitiva da Política e da Estratégia Nacional de Defesa na agenda nacional.”

Nivaldo Luiz Rossato

REFLEXÕES SOBRE POLÍTICA NACIONAL DE DEFESA E ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA

Em seu artigo para o IREE Defesa & Segurança, o Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato defende a importância de se incluir o tema da Defesa e Segurança na agenda nacional. Leia o trecho a seguir.

“A Política Nacional de Defesa e a Estratégia Nacional de Defesa não são documentos novos, pois a PDN, ou PND como agora é denominada, já existe desde 1996, através de Decreto do Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em 2005 foi atualizada através de Decreto e em 2008 foi criada a Estratégia Nacional de Defesa. Note-se que o então Ministro da Defesa entre 2007 e 2011, Nelson Jobim, fazia questão da inversão da ordem das palavras, colocando primeiramente a palavra Nacional, para destacar a necessidade de que o assunto fosse tratado com o envolvimento de toda a Nação.

O esforço de vários ministros da Defesa em incluir e dar maior peso ao tema na agenda nacional, especialmente no Congresso Nacional, não tem dado resultado […]

No momento, esforços isolados como o do Ex-Ministro Raul Jungmann para que os brasileiros deem o devido valor à defesa do país não estão tendo o eco necessário, pela inexistência de ameaças imediatas frente a outros problemas como saúde, educação e segurança pública.

Assim, a defesa fica relegada a um segundo plano, mas isto é um grave equívoco, pois as ameaças existem e estão prontas a mostrar sua força, aproveitando nossas vulnerabilidades.

A paz com nossos vizinhos não permite à Nação diminuir a importância de suas Forças Armadas. Nossas imensas áreas com baixíssima densidade populacional, nossas florestas, minerais, nossas águas, nossa gigantesca área agriculturável nos obrigam a ter uma capacidade dissuasória que desestimule aventuras ou subterfúgios para perdermos nossa soberania.

Uma Nação se constrói com tecnologia, com educação, com segurança, com infraestrutura, com união, com o suor de trabalho árduo e com efetiva capacidade de defesa, pois a história nos mostra que a humanidade é essencialmente constituída de conquistadores e conquistados.

No Brasil, historicamente, defesa sempre foi tratada como assunto restrito aos militares, como se os milhões de brasileiros não fossem afetados por qualquer violação de nossa soberania. Não se questiona, não se prioriza e muitas vezes se considera os militares como um empecilho, um corpo à parte. Este comportamento, é apenas uma questão de tempo para que comprometa nosso destino e o preço será pago não pelos militares, mas por toda nossa sociedade.

Para que isto não ocorra, é fundamental que o Congresso Nacional assuma a responsabilidade de se aprofundar no tema defesa, analisando e se comprometendo junto com a sociedade para que seja dado o passo fundamental da inclusão definitiva da Política e da Estratégia Nacional de Defesa na agenda nacional.

As entranhas da política e da estratégia têm que ser discutidas pelo Congresso, que representa a sociedade como um todo, mas também por outros segmentos da sociedade, pois todos somos Brasil e corresponsáveis pelos destinos da Nação.[…]”

Este é o trecho inicial da análise. Para ler o artigo completo, clique no botão abaixo e receba em seu email.

Nivaldo Luiz Rossato é Tenente-Brigadeiro do Ar e foi comandante da Aeronáutica de 30 de janeiro de 2015 e 4 de janeiro de 2019. Ingressou na Força Aérea Brasileira em março de 1969. Foi promovido ao posto de tenente-brigadeiro em março de 2011.

Durante sua carreira de 46 anos dedicados à vida militar assumiu o comando, a chefia e a direção de diferentes organizações da Aeronáutica, a maior parte na área operacional da Força Aérea Brasileira.

Esteve à frente do Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR); Departamento de Ensino da Aeronáutica (DEPENS); Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), no Rio Grande do Sul; Terceira Força Aérea (III FAE) – unidade responsável pelo gerenciamento de todos os esquadrões de caça da FAB.

Comandou as unidades aéreas Esquadrão Joker (2°/5° GAV), sediado em Natal (RN) que especializa os pilotos recém-saídos da Academia da Força Aérea para a aviação de caça, e o Esquadrão Centauro (3°/10° GAV), sediado em Santa Maria (RS).

No exterior, foi Adido Aeronáutico na Venezuela e cursou comando e controle na Força Aérea Francesa. O oficial-general é líder de grupo de aviação de caça e possui mais de 3.500 horas de voo em várias aeronaves, entre elas o T-23 Uirapuru, T-37 Tweet Bird, U-42 Regente, T-25 Universal, AT-26 Xavante, C-95 Bandeirante, P-95 Bandeirante Patrulha e C-115 Búfalo. Foi também Chefe do Estado-Maior do Comando Geral de Apoio (COMGAP), do COMGAR e do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER).

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