Memória do
jornalismo brasileiro
contemporâneo

Um amplo painel coletivo composto por depoimentos de grandes nomes do jornalismo nacional

A série “Memória do jornalismo brasileiro contemporâneo”, desenvolvida pelo Centro de Memória do IREE, está entrevistando alguns dos nomes mais representativos na história recente da imprensa brasileira. Por meio de conversas com repórteres e editores que marcaram época, passamos em revista as respectivas trajetórias pessoais e profissionais, possibilitando uma amplo painel a respeito das transformações vividas pela profissão nas últimas décadas. Mudanças que, de modo inequívoco, refletem e repercutem as próprias alterações sociais, políticas, culturais e econômicas ocorridas no país ao longo do período — do golpe civil militar de 1964 aos tempos atuais, passando pelo processo de abertura política, a consolidação democrática e as recorrentes ameaças de ruptura institucional, sempre à espreita.

Os convidados foram entrevistados ao longo de pelo menos quatro sessões consecutivas, com cerca de uma hora cada uma delas. Com enfoque cronológico e perspectiva biográfica, as conversas abordam desde a origem e o ambiente familiar, o ingresso no ofício e os primeiros tempos na carreira, para então acompanhar a evolução do percurso individual e sua relevância na construção do itinerário coletivo do jornalismo nacional.  As transcrições das entrevistas ficarão disponíveis no formato PDF, aqui no site do Centro de Memória do IREE, e em e-book, nas principais plataformas de venda de livros online.  

Segundo volume

Mino
Carta

O Centro de Memória do IREE apresenta o segundo volume da série “Memória do Jornalismo Brasileiro Contemporâneo”, desta vez com um mergulho na trajetória de Mino Carta, um dos nomes mais influentes da imprensa brasileira.

Aos 90 anos, Mino nos recebeu em sua sala, sempre com uma taça de vinho à mão, para compartilhar histórias que atravessam nove décadas, da infância na Itália em meio à Segunda Guerra à fundação de grandes revistas como Veja e CartaCapital.

Entre lembranças de bastidores do ofício e momentos tensos sob a censura, Mino refletiu sobre os desafios e transformações do jornalismo, sem abrir mão de sua visão crítica e de seu perfeccionismo. “Fé em nada, medo de ninguém”, define-se o jornalista.

Lançamento

Ricardo
Kotscho

inicia a série

O Centro de Memória do IREE está lançando o primeiro volume da série “Memória do Jornalismo Brasileiro Contemporâneo”. Ricardo Kotscho conversou conosco ao longo de seis horas — sempre com sua memória prodigiosa e seu irresistível senso de humor —, durante as quais contou deliciosas histórias de bastidores da carreira, iniciada aos 16 anos, como estagiário do Estadão. Aos 76 anos, 60 de profissão, Kotscho revelou seu método de apurar e escrever grandes reportagens, relembrou as principais redações pelas quais passou, falou dos muitos colegas com quem conviveu — incluindo Audálio Dantas, Cláudio Abramo e Clóvis Rossi, entre tantos outros —, questionou a decantada “objetividade jornalística” e, por fim, refletiu sobre os novos rumos da imprensa após o impacto trazido pelas novas tecnologias de informação. Com leveza e graça, discorreu sobre seis décadas de profissão, reconstituindo-as a partir de histórias imperdíveis. “Sou um contador de histórias”, define-se.

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