Cláudio Castro: Relação com governo Lula está muito boa – IREE

Podcast

Cláudio Castro: Relação com governo Lula está muito boa

Em entrevista ao Podcast Reconversa do dia 21 de novembro, Cláudio Castro, Governador do Rio de Janeiro, falou sobre sua trajetória política, os desafios de seu governo, e a relação com aliados e a oposição.

Para Castro, a deposição do ex-governador Wilson Witzel, do qual era vice, seguiu critérios técnicos, mas não se pode ignorar a natureza política de todo impeachment. “O que faltou ao Witzel foi hora de voo”, disse. 

O político também afirmou que não sairá do Partido Liberal e que é grato ao ex-Presidente Jair Bolsonaro pelo apoio recebido nas últimas eleições. “Eu me considero um aliado do Bolsonaro, tenho gratidão a ele. Se eu entrei a primeira vez, foi por causa dele, e se eu ganhei a segunda, ele me ajudou muito.”

O governador do Rio de Janeiro deixou claro, porém, que sua política é do diálogo e que sua relação com o governo Lula é de cooperação. “A gente tem dialogado muito. A relação com Flávio Dino está muito boa, não tem nada do que reclamar.”

O Reconversa é apresentado pelo jornalista Reinaldo Azevedo e pelo Presidente do IREE, Walfrido Warde. As entrevistas agora vão ar toda terça-feira, às 21h, no YouTube. O vídeo completo pode ser visto aqui.

Confira a seguir os destaques do episódio!

Trajetória política e pauta liberal 

Cláudio Castro contou sua trajetória na política, desde que começou como chefe de gabinete do então vereador Márcio Pacheco, em 2004, no Rio de Janeiro, passando por sua primeira eleição como vereador da capital fluminense em 2016, até chegar à sua reeleição como governador do Rio em 2022, no primeiro turno.

“A pauta liberal venceu a eleição no Brasil [em 2022]. Perdeu para presidente, mas ganhou a dos governadores, senadores, deputados. Eu representava essa pauta, de uma política de diálogo com todo mundo, liberal na economia, de reduzir imposto.” 

Relação com Ministério da Justiça e autorização da GLO

Cláudio Castro destacou a atuação do Ministro da Justiça, Flávio Dino, contou como foi negociar a aplicação das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) com o governo federal e falou o que pensar sobre o papel das Forças Armadas como parte de uma estratégia para lidar com os problemas de segurança pública.

“Tudo o que eu pedi na Segurança Pública, o governo Lula fez. Eu tenho que elogiar o Ministro Flávio Dino que, ao ouvir a minha crítica, me chamou pra conversar. Começamos um projeto juntos contra roubo de cargas e entrada de armas e drogas nas estradas federais. O número melhorou no mês seguinte.”

A privatização da Cedae

Castro defendeu o modelo de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), realizada em seu governo, e afirmou que, por princípio, considera não ser “business do governo tocar uma empresa”. Mas explicou que é preciso ter critérios e que, no caso da Cedae, foi preservada a captação e o tratamento da água nas mãos do setor público. 

“A maioria das empresas que foi concessionada ou melhorou o lucro ou melhorou a entrega. A Cedae era uma empresa muito mal avaliada pela população. E nós fizemos uma concessão muito específica, da distribuição da água, e da coleta e do tratamento de esgoto. A água continua sendo pública, porque é um bem público.”

O combate à milícia

Questionado sobre os desafios de expurgar a milícia do estado do Rio de Janeiro, Castro afirma que o governo tem se dedicado a combater o crime, e que alegações de que a direita se associa à milícia fazem parte da polarização de narrativas políticas.

“Eu fiz a maior força-tarefa de combate à milícia. Foram mais de 1500 milicianos presos e mais de 2 bilhões de reais desbloqueados. Nós temos uma premissa básica, que bandido é bandido, seja traficante, seja miliciano.”



Leia também