Cessar-fogo em Gaza e a esperança para o fim da guerra – IREE

Análises e Editorial

Cessar-fogo em Gaza e a esperança para o fim da guerra

21 de janeiro de 2025

Por Samantha Maia e Juliana Pithon

O conflito entre Israel e o Hamas começou em 7 de outubro de 2023, quando o grupo palestino lançou um ataque que matou mais de 1.200 israelenses e levou 251 reféns para Gaza. Israel respondeu com uma ofensiva que se estendeu por 15 meses em Gaza.

Mais de 46 mil palestinos perderam a vida, e a infraestrutura da região foi severamente comprometida com 92% das casas destruídas ou danificadas. O conflito envolveu outros países da região. O Hezbollah, do Líbano, lançou ataques contra Israel e o Irã forneceu apoio militar e financeiro ao grupo palestino.

O acordo 

Em 15 de janeiro, após 467 dias de conflito, Israel e o Hamas firmaram um acordo de cessar-fogo, mediado por Catar, Egito e Estados Unidos. O tratado entrou em vigor em 19 de janeiro e prevê a libertação de 98 reféns do Hamas e de cerca de mil palestinos presos em Israel.

O acordo foi estruturado em três fases para garantir a suspensão dos combates e a negociação de um possível fim definitivo da guerra.

Na primeira fase, com duração de seis semanas, 33 reféns do Hamas serão libertados em troca de prisioneiros palestinos detidos em Israel, incluindo mulheres, crianças e idosos. Paralelamente, as forças israelenses devem recuar para o leste e permitir que os palestinos retornem às suas casas, enquanto caminhões de ajuda humanitária entrarão diariamente em Gaza.

Na segunda fase, novas negociações ocorrerão para a libertação dos reféns restantes, acompanhadas da retirada total das tropas israelenses e de medidas para alcançar uma “calma sustentável”. A meta é estabelecer bases para um acordo mais duradouro que evite a retomada do conflito.

A terceira fase incluirá o retorno dos restos mortais de reféns que não sobreviveram. Também marcará o início da reconstrução de Gaza, com a restauração da infraestrutura essencial e assistência às famílias afetadas, um processo que pode levar anos devido à devastação causada pela guerra.

Resultados 

O primeiro dia de cessar-fogo em Gaza foi considerado positivo pela ONU, com a entrada de 630 caminhões de ajuda humanitária no território, a libertação de três reféns israelenses e 90 prisioneiros palestinos.

Segundo o chefe da Agência de Refugiados Palestinos das Nações Unidas, General Philippe Lazzarini, “o povo de Gaza ouve crianças brincando em vez de bombardeios” e reforçou que o cessar-fogo deve continuar para garantir “paz e estabilidade duradouras”.



Por Samantha Maia

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