5 de setembro de 2024
Por Samantha Maia e Juliana Pithon
Apesar do simbolismo que o 7 de setembro carrega, a oficialização da data como celebração nacional só ocorreu no século 20. Confira a linha temporal com os principais marcos desta data:
1888 – A tela “Independência ou Morte” foi pintada por Pedro Américo por encomenda de Pedro II e se tornou a realidade idealizada sobre o Dia da Independência;
1934 – O dia 7 de setembro foi declarado “Dia da Pátria” por meio de um decreto no começo do governo de Getúlio Vargas;
1949 – Tornou-se feriado nacional com a Lei Federal 662, durante a presidência do marechal Eurico Gaspar Dutra;
1969 – Sob a ditadura militar, outra lei federal estabeleceu o protocolo para as comemorações do Dia da Independência.
Separamos algumas obras importantes que ajudam a compreender melhor essa data para além da construção oficial.
O livro “Ideias em Confronto: Embates pelo poder na Independência do Brasil de 1808 a 1825”, de Cecilia Helena de Salles Oliveira, coloca em questão a narrativa pacífica da Independência e evidencia as contradições e os enfrentamentos armados que surgiram no período.
A pesquisa de pós-doutorado “Independência ou morte!, de Pedro Américo: Concepção e circulação antes do ingresso no Monumento à Independência”, realizada por Michelli Cristine Scapol Monteiro, com financiamento da FAPESP, revela as influências artísticas europeias na criação do quadro, produzido entre 1886 e 1888.
O “Dossiê Bicentenário da Independência: Cultura e Sociedade”, publicado na Revista USP, reúne reflexões e análises sobre identidade nacional, modernidade e os desafios históricos enfrentados ao longo do tempo.
O livro “Dicionário da Independência do Brasil – História, Memória e Historiografia”, de Cecilia Helena de Salles Oliveira e João Paulo Pimenta, apresenta uma análise crítica e abrangente da Independência, com mais de 700 verbetes elaborados por 276 pesquisadores de 11 países.
A obra “Memórias da Independência”, organizada por Maria Aparecida de Menezes Borrego e Paulo César Garcez Marins, reúne textos de 16 pesquisadores do Museu do Ipiranga, que exploram diferentes momentos históricos de 1822 a 2022.
Por Samantha Maia
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