2 meses da tragédia no Rio Grande do Sul – IREE

Análises e Editorial

2 meses da tragédia no Rio Grande do Sul

1 de julho de 2024

Passados dois meses desde o início da tragédia que alagou centenas de cidades no Rio Grande do Sul, os problemas ainda parecem estar longe de serem resolvidos. Além dos desafios para a reconstrução dos locais afetados, a população ainda enfrenta risco de novas enchentes.

Balanço das enchentes

As enchentes resultaram em 179 mortos e 34 desaparecidos, com 478 municípios atingidos e 2,3 milhões de pessoas afetadas. Cerca de 10 mil pessoas ainda estão acomodadas em abrigos.

Instabilidade climática

Na última semana de junho, a Defesa Civil de Guaíba, próxima a Porto Alegre, emitiu um alerta para os moradores das áreas propensas a alagamentos. Com a previsão de ventos fortes do sul e sudeste, há um aumento significativo no risco de alagamentos, especialmente nas margens do lago e em córregos e arroios próximos.

Moradores de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, enfrentaram um forte temporal com granizo no dia 23 de junho, embora não tenha sido necessário evacuar as residências. A prefeitura manteve as equipes de socorro em alerta e recomendou que os residentes ficassem atentos a sinais de deslizamentos.

População afetada

Pesquisa realizada pela Loft em parceria com Offerwise identificou que cerca de 30% dos moradores do Rio Grande do Sul consideram mudar de residência por conta de eventos climáticos extremos. Além disso, 80% dos entrevistados já foram diretamente afetados por eventos climáticos extremos em suas próprias casas.

Programas e auxílios

O governo federal e concessionárias de energia anunciaram um pacote de medidas que incluem isenção de multa e juros sobre contas atrasadas, suspensão de ações de cobrança e a possibilidade de encerramento de contrato em casos de moradias destruídas. Também foi lançado o Auxílio Reconstrução, destinando R$ 5,1 mil por família para recuperar bens perdidos nas enchentes, e o Sistema de Dados Abertos, que permite ver detalhes sobre os recursos financeiros enviados para os municípios.

Além disso, foi criado o Programa Emergencial de Regularização Fiscal de Apoio ao Rio Grande do Sul para auxiliar a recuperação econômica de pessoas físicas e jurídicas atingidas, e o Plano Rio Grande, que propõe medidas para atenuar os impactos causados pela calamidade pública que assolou o estado.



Por Juliana Pithon

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